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O lugar das embalagens de plástico numa economia circular

By 8 Março, 2019 Maio 24th, 2019 Ecologia, Notícias

Temos assistido nos últimos tempos a uma “diabolização” dos produtos compostos por plástico. A preocupação com o ambiente faz todo o sentido, no entanto, acreditamos que a melhor forma de diminuir a pegada ambiental se prende com uma conjugação de vários fatores, que podemos encontrar no investimento de uma economia circular.

A economia circular baseia-se em princípios como a reutilização, recuperação, e reciclagem dos vários materiais envolvidos no ciclo económico. O objetivo é diminuir a entrada de novas matérias e dar o uso mais eficiente possível às que já estão no seu meio, reduzindo os desperdícios.

Se olharmos desta perspetiva, a verdade é que o plástico pode até trazer mais benefícios em algumas situações. Basta pensarmos num ciclo de movimentação de mercadorias regular, num mercado B2B. Em projetos a médio ou longo prazo, quantas embalagens de cartão em packaging one-way precisamos consumir para fazer o mesmo que uma embalagem de plástico reutilizável fará?

Questões como o simples manuseio da embalagem, condições de armazenamento ou até condições climatéricas, têm um forte impacto em produtos de fácil deterioração como o cartão.

Não queremos com isto dizer que o plástico é o material mais ecológico que existe, mas o que é facto é que pode muito bem ser o material com menos pegada ambiental, caso estejamos a falar, por exemplo, de embalagens reutilizáveis.

Uma abordagem honesta a esta problemática conduz à importância da inclusão de plásticos reutilizáveis e recicláveis numa economia circular. É muito difícil encontrar o produto com menor pegada ambiental, sem considerarmos a capacidade de os materiais serem reciclados e reutilizados.

Na verdade, muita da comunicação efetuada nos últimos tempos aparenta prender-se com os interesses das empresas, de acordo com os produtos que cada uma tem para oferecer, e não com os interesses ambientais e sociais, como é anunciado.

Materiais como o cartão, plásticos, entre outros, podem e devem coexistir. Se forem utilizados, reciclados e reutilizados de forma eficiente, podem ter uma pegada ecológica inferior aos outros.

Artigo de Joel Dias – Diretor Comercial 100 Metros